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domingo, 5 de outubro de 2014
Eleições 2014 - Brasil Reaça
Passado o risco de termos dois candidatos do PT no segundo turno das eleições de 2014, podemos avaliar de que ponto partiremos de agora em diante. Quero demonstrar que delineia-se cada vez mais um cenário reacionário. Mas é preciso retroceder um pouco.
Voltemos ao ponto do início das eleições. Exceto nanicos que não participaram dos debates, entre eles os exemplares da hidrofobia ortodoxa da esquerda (PSTU, PCO e afins), temos um cenário com Aécio Neves, Levy Fidelix, Pr. Everaldo e mais outros quatro candidatos do PT: Dilma, Marina Silva, Eduardo Jorge e Luciana Genro. Não pretendo me estender nesse texto demonstrando que a "pluralidade" de partidos de esquerda são só várias fachadas para uma mesma diretriz. Para vislumbre, basta ver a circulação de candidatos entre esses partidos e a identidade entre os projetos.
Depois de um acidente suspeito -- coisa que "nunca" aconteceu no Brasil -- o segundo turno ocorreria entre dois candidatos do PT: Marina e Dilma. Para se recuperar, embora hesitante, Aécio teve que falar o óbvio: "ei Brasil, você não terá muita opção no segundo turno".
Voltemos mais no tempo. O Movimento do Passe Livre, esquerdista, gestou dentro da USP a desestabilização política de 2013, só que a situação ficou fora de controle, pois não conseguiram controlar as massas. O intuito era agravar a violência dos protestos, ou derrubando o governo pra instaurar um outro ao estilo barbárie (em que as pautas vêm da "espontaneidade" dos movimentos sociais), ou fortalecer o governo por meio de pulso de ferro.
Por que saiu do controle? Porque o brasileiro estava farto, mas não sabia do quê. Saiu e gritou contra o estado de coisas. Que estado de coisas que tínhamos: 11 anos de PT, impunidade dos violentos (direitos humanos), impunidade dos curruptos (judiciário incapaz de transmitir sensação de justiça), alta carga tributária, verba pública mal investida, aparelhamento do estado (estatais e inchamento dos cargos comissionados).
O estado de coisas não é espontâneo, não são os novos tempos. Tudo é fabricável e a técnica se chama engenharia social, explicada nesse link pelo Olavo de Carvalho. O governo tem feito engenharia social através das leis (seja pelo legislativo ou pelo STF). Um exemplo é o Plano Nacional dos Direitos Humanos, comentado aqui, aqui, aqui e aqui, pelo jurista Ives Gandra Martins. Outra é o decreto da participação social, comentado aqui pelo mesmo jurista. Preciso demonstrar uma continuidade entre essas iniciativas (comentadas aqui pelo Giovani) e que todos os candidatos do PT a presidência as apoiam?
Imagina só um segundo turno Marina vs Dilma! Será que o povo teria alternativa para mudança? Aécio fez bem de alertar isso.
Basicamente o povo tem que cobrar duas coisas: redução do estado e redução de impostos. Todo o resto é desnecessário. Aécio está no PSDB, que é um partido fraco que entregou o governo ao PT e não lhe fez qualquer oposição efetiva daí em diante. É centro esquerda e já havia iniciado TODAS as políticas afirmativas e distributivas do PT.
Só que o PSDB, embora com ideologias de centro-esquerda (socialismo fabiano) e com amizades junto à elite financeira internacional, não faz parte do Foro de São Paulo (FSP, bem explicado nos artigos do Igor), organização que dita o rumo de países da América Latina, mesmo contra a vontade do povo.
Quero que os militares e os seus simpatizantes meditem sobre dois fatos. Um deles é a soberania nacional. Outro é a garantia da ordem constitucional: manter o poder originário (não dá-lo ao FSP) e o equilíbrio dos três poderes.
Enfim. Nessas eleições, temos um Brasil reação. O Brasil não tem alguém para ser a favor. Como está frágil, reúne suas forças para ser CONTRA o que está aí, contra o PT, contra seus partidos disfarçados, contra diretrizes alheias ao povo (vindas do FSP).
O Brasil reaça é o Brasil que se cala, mas quando fala, sofre o que sofreu o Fidelix, que foi açodado pela polícia do politicamente correto. Igual todos os outros, acusados de ódio, depois de se expressarem ingenuamente. É o Brasil que quer ser livre de tantas almas bondosas que querem consertá-lo. Almas que esperam o primeiro deslize para criar bodes-expiatórios para esse Brasil "racista", "homofóbico", "machista". É contra essas mentiras, ampliadas até psicopatia, que o Brasil reage.
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