quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Lula, FHC, PT e PSDB: e o futuro do Brasil

Oposição no Brasil
Um bom parâmetro para avaliar o impeachment da Dilma é ficar todo excitadinho com o primeiro murmúrio de FHC? Negativo.

Que se dane FHC. Inclusive devemos colocar no mesmo saco Dilma, Lula, FHC, PT e PSDB. Em muitos sentidos o PSDB é até mais entreguista que o PT.



São duas putinhas nascidas do mesmo ventre que fingem obedecer cafetões diferentes. O FHC é uma vaca sagrada da política, assim como o Roberto Carlos é na música, Pelé é no futebol e vários "globais" são na TV. Ninguém precisa delas pois temos brasileiros de maior nível intelectual, amor à pátria e honra moral.

Não dá, não dá, não dá mais!!!

FHC e sua empáfia: o típico sacerdote de uma universidade pública. O sociólogo que pediu que esquecessem tudo o que escreveu ao assumir a presidência. Ele é o intelectual genérico. A sua imagem evoca a sabedoria universal. Seu palpite vale o suprassumo em qualquer área do conhecimento humano.

Eu vejo a realidade de agora e me dá raiva ("ai como você é feio, seu direitista hidrofóbico!"). Estão destruindo tudo em volta. O Brasil está se desindustrializando, as pessoas são analfabetas funcionais, políticas e sentimentais. Não há mais tecido social coeso. Não tem educação, saúde. Em vários lugares não vale a soberania: tem o rei da favela; o índio que vende suas riquezas minerais a troco de umas camionetes e iphones; as riquezas biológicas da amazônia patenteadas lá fora; ONGs determinando o que deve ser lei aqui; países sulamericanos afundados na miséria, prostrados diante das questões mundiais, sem opinião a dar, sem voz, sem influência... irrelevantes.

O único que falou verdades e pensou em nós foi... o Enéas. Ridicularizado pela mídia como um louco. As coisas não ficam claro não? Quem é o PIG (partido da imprensa golpista)? É a favor de quem? Do PT, do PSDB? A TV é outra putinha, que se vende por espelhos e bijuterias. Jornalistas de merda. Não valem mais dos que as mentiras publicitárias.

Será que a pátria educadora, o país de todos... será que surgiu a tal "educação crítica" de Paulo Freire? Pelo fruto conhecereis a árvore. Este foi outro deus dos professores, mais um responsável por essa nossa derrocada. Mas volto a pergunta. O que FHC fez para a consciência política de nossa nação? Ele que sempre falou com a empáfia de sua cátedra sobre a superação da ditadura, com uma povo que aprendia a democracia (que romântico!). Putz, mas não é desde a Revolução Francesa que surgiu o fenômeno da manipulação das massas!? Pois é, época das luzes.

Nesse ponto dou o braço a torcer. O PT fez muito mais pelo o Brasil. E não estou sendo irônico. Aquilo que as escolas não ensinaram, o PT nos mostrou pela dor do cinismo: surgiu a verdadeira consciência política do povo brasileiro (claro que com a ajuda de pessoas singulares destoantes). Nada como a aula prática. FHC, o verdadeiro comunista, silencioso, corroeu muito mais a riqueza (privatização a preço de banana), a soberania (as forças armadas e a posição diplomática do Brasil), os costumes (libertinagem) do que o PT.

No fundo do seu coraçãozinho, ao passar a faixa presidencial, uma alegria imensa. Por detrás daquela ode à democracia -- "olhem povo brasileiro, que podemos ter o operário comunista nesse cenário docinho da democracia!!" -- estava o sonho de criança. Lula poderia fazer o que a sua empáfia não permitia: sujar as mãos na práxis nua e crua. Ele veria o comunismo mais viçoso e tradicional e ainda manteria sua empáfia de eminência parda, que paira nos ares excelsos da imparcialidade universitária. Ainda seria o oráculo a ser consultado no futuro, caso parecesse que pesaram na mão.

Mas o PT foi com sede ao pote, achou que o Brasil era deles, do PT e do PSDB. Pegou a rapadura e se lambuzou. O PSDB deu passos muito mais largos que o PT, que achou que a via ruidosa (e populista) fosse a melhor. (Ainda bem que temos o PT!) E o povo acordou, furioso. Mas ainda assim, é o mesmo povo bondoso e cordato de sempre, em protestos pacíficos.

É irreversível. O futuro do Brasil é o de um povo que percebeu que, se democracia tem algum sentido, o único possível é que a sua vontade se concretize na realidade. De nada adianta um voto sem significado, se o político está encastelado e inatingível. De nada adianta as instituições que dizem de si uma coisa, mas significam exatamente o oposto. De nada adianta acharmos que decidimos alguma coisa, se as leis e políticas estratégicas vêm pronta de fora.

Resta saber a gritaria, o poder e a violência das cobras e ratos sendo desalojados.

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