domingo, 9 de agosto de 2015

Crise de fé na Igreja - Mons. Wilfredo Peña

Três vídeos (pregações) do Mons. Wilfredo Peña sobre o fato dos católicos na prática não serem católicos, por falta de fé, ou seja, nas palavras de Bento XVI, por terem uma fé apenas recebida por tradição, mas não uma fé convicta. É uma palestra motivacional para católicos, como se dissesse "conheça sua fé e dê testemunho dela". Boa parte dos católicos é ignorante e não sabe o que é aquilo que diz crer.

Toca em temas mui concretos da vida cotidiana, de aspectos que envolvem a vida de todos (católicos ou não), sob a perspectiva da santidade da Igreja. É uma verdadeira aula de catolicismo e de sentido para a vida. Bem enérgico, agradabilíssimo de ouvir.


Vídeo 1 de 3:


Somos católicos evangélicos pentecostais. Não posso abrir não do Espírito Santo vivificando minha carne indolente, portanto sou pentecostal. Não posso abrir não da boa nova do Evangelho iluminando o meu caminho, portanto sou evangélico. A minha Igreja existe a mesma há dois mil anos, universalmente válida, com um corpo místico cuja cabeça é Cristo, portanto sou católico.

Na parábola do filho pródigo, o pai era riquíssimo, tinha funcionários e sua terra não tinha fim. Por que não mandou alguém buscar seu filho? Porque o filho tem que pensar por sua própria cabeça e muitas vezes o pai (ou o padre) deve se capaz de dizer ao filho que se esta é a vida que quer viver, então não deve permanecer nesta casa (a Igreja).

Somente uma vida santa leva ao convívio com Deus. Hoje parece difícil distinguir os fiéis que frequentam a Igreja dos que vivem sem religião. Onde está a unidade do que a fé professa com a própria vida? Fé não é meramente crer, pois os demônios também crêem em Deus, mas não fazem sua vontade.

Os sacramentos são sérios, principalmente a eucaristia. O amigo luterano do Mons. questionou-o sobre como ele via a eucaristia e após ouvir a resposta disse "se eu acreditasse no que vocês dizem acreditar, eu viria desde  a entrada da Igreja de joelhos pra receber a comunhão". Que responder a ele? Onde estão os católicos com tal reverência?

Onde o homem põe seu coração, ali está o seu tesouro. Muitos se arrumam, passam perfume, se maqueiam, põem as melhores roupas e calçados, se a ocasião é um jantar chique. Mas vão com tédio, preguiça, atrasados (se não faltam), maltrapilhos e desarrumados para o digníssimo jantar, a Santa Ceia, a eucaristia.

Bento XVI diz que a Igreja é o rosto de Cristo e ele está desfigurado, com partes faltando. A culpa das maldades e feiúras deste mundo não é dos outros, mas é nossa. Nós integramos a Igreja e por isso nos devemos fazer belos e embelezar nos nosso entorno.

Vídeo 2 de 3


Vídeo sobre o sacramento da reconciliação com Deus e também com a comunidade. Não há pecado privado e íntimo, mas ao fazermos parte do corpo da Igreja, se eu fosse um dedinho inflamado, todo o corpo fica com febre.

Bento XVI faz referência ao ano da Fé, 1967, sob Paulo VI, para que a Igreja reanime, confesse e Tomé consciência de sua fé, para que ela aguente provações. Hoje a fé das pessoas não é ardente e isto se reflete no mundo. Se cremos em Cristo, seria bom que se notasse.

O império romano, muito mais opulento do que o americano de hoje, tinha um povo religioso (mesmo que politeísta), durou oito séculos, da Rússia à África, com tudo o de melhor do mundo, ruiu a partir da suamoral e foi conquistado em 48 horas. Os dez mandamentos trazem uma promessa a Israel (Jacó e seus 12 filhos): ao seguí- los será sentido e será maldito se se afastar. Toda a civilização ocidental está alicerçada na Bíblia, mas se recusa isso e gera-se a maldição.

"Ah mas o seu cristianismo é duro e prefiro seguir um à minha maneira" diz-se por aí. Tenham respeito! Cristianismo só há um, o de Cristo, regado com seu sangue. Por está radicalidade serão encontrados seus fiéis. A oferenda que satisfaz a Deus não é de coisas, mas é a entrega de si. Não somos donos dos nossos corpos, por isso temos que ofertá-los a Deus. O homem de todas as mulheres é Jesus, a eucaristia. A mulher é recatada, seus órgãos sexuais são internos (íntimos), o fato dela se entregar ao primeiro desqualificado (sem se casar, sem Cristo no centro) só é prova de baixa auto-estima.

O cristão é o especialista sobre Cristo tal qual o cardiologista o é sobre coração. Um médico arranca o tumor e uma faixa a mais para que não se propague. O mesmo faz o cristão (inclusive o Papa) ao confessar-se, para remover o tumor espiritual. Limpamos com frequência a nossa casa, pois se acumula pó com o tempo. É mais difícil limpar a alma, pois deve-se investigar as causas, os vícios, as imoralidades. Não devemos brincar com o perigo (as tentações), pois estamos numa batalha espiritual com o demônio.

Se uma mulher tem um namorado, é preciso que ela saiba se se relaciona com ele ou com o diabo nele, como quando ele diz "se você me ama, deite-se comigo". Isto é um desrespeito com a moça. Há poucas pessoas más, mas muitas confundidas e solitárias. Está solidão, fruto da guerra do diabo pela divisão, se vence pela vida acompanhada, em comunidade, em cooperação, com a Igreja, com os sacramentos, com a Bíblia.

Vídeo 3 de 3


Os sinais dos tempos. De que as pessoas têm necessidade? A missa é para a sanidade, mas não do corpo, e sim da alma, afinal devemos ir morrendo (desapegando) do corpo, que é o nosso destino inexorável. Muitas vezes uma doença do corpo pode ser uma oferta a Deus.

Para a saúde da alma, a confissão. Não basta lembrar de não matar e não cometer impurezas, pois são pecados: a mentira, a maledicência, a difamação, a insensibilidade à dor alheia.

A enfermidade da alma se converte em mal aos que estão ao redor. E a maior enfermidade é a distância de Deus. O Cristão deve seguir a Deus acima de todas as coisas e sua fé não pode se apoiar na simpatia por um padre ou pelo exemplo de um Bispo. Os homens são limitados.

As pessoas devem buscar a paz consigo mesmas, para que estejam contentes com suas virtudes e limitações. Devem buscar a paz com Deus. E devem buscar a paz com seus irmãos, a comunidade. Agindo como uma mesma pessoa na Igreja e mas suas ações no mundo, em comunidade.

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