sábado, 27 de junho de 2015

Ânimos à flor da pele

Quando em 26JUN2015 fotinhos ficam como arco-íris de forma sistemática por causa da Suprema Corte do imperialismo capitalista, vemos algo muito menos alegre do que rançoso.

A mensagem por detrás da foto é a seguinte:
— Ei você aí, eu sei que você está aí atrás de um app do facebook. Eu queria mesmo é não ter um amigo como você. Sua cabeça é um absurdo, não deveria haver pessoas como você na face da terra. Mas como eu não sou o ISIS, minha mensagem vai ser cult, leve e descolada.
Essa mensagem não vai para quem tem um amigo que esfole homossexuais. Essa pessoa seria incorrigível. Mas a pessoa segue convicta de que há um dever cívico de expugnar/exorcizar opiniões.

A mensagem é de uma pretensa aversão contra o ódio. Mas que ódio maior há que aquele contra a especulação e expressão livre de hipóteses?

O facebook tem sido a válvula de escape controlado do ranço contido. O mesmo tipo de ranço que enxerga no capitalista um manipulador e escravizados obscuro. Um ódio contra o sistema injusto. Contra a verdade opressora.

"Não matarás" é um mandamento que sonda inclusive os pensamentos.

Bem li em Foucault que não existe verdade nas palavras, mas mera imposição do discurso revolucionário. Pra que verdade se eu posso atribuir à realidade o sentido que eu quiser?

A tendências das massas, que agora também são "cultas", é apenas gritar os bordões. Passamos da época das discussões, do debate e da especulação. É hora da práxis, fazer valer o poder de moldar a realidade ao bel prazer.

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