quinta-feira, 2 de julho de 2015

Maioridade penal: uma questão de coerência


Menina fora do seu contexto de criança. Fonte: Globo.
 Esquerdista gosta de falar da hipocrisia das classes dominadoras, das elites e da direita. Portanto falemos da coerência e de coisas práticas: como a nossa sociedade trata as nossas crianças? o que é maioridade?

As esquerdas querem pessoas "conscientes" e "críticas". A criança ainda não sabe limpar a bunda, e já sai formatada com os seguintes bordões:
  • Você deve ser livre para escolher sua orientação sexual; inclusive saiba bem como funciona, quais são todas as opções, de preferência com as combinações mais "avançadas";
  • Você deve saber ser crítico ao sistema opressor, você não pode ouvir um procedimento social consagrado sem questioná-lo.
  • Você deve refutar a tradição e construir o seu mundo de acordo com seu discernimento.
São más ideias disfarçadas de boas intenções: o que  se quer, pelo controle de massas, é descolar as novas gerações dos antigos costumes. A sociedade vai lentamente se imitando, geração após geração, com mudanças incrementais com o passar do tempo. A nossa educação planta a ideia da ruptura constante: hoje deve ser diferente de ontem, amanhã diferente de hoje... e o (belíssimo!!!) futuro imprevisível.

As pessoas compram as ideias que querem, afinal são livres. Mas as conversas em reservado, aquelas confissões na roda de cerveja do bar ou no churrasquinho, revelam o que pensamos. A gente bem sabe o que se prega nessas rodinhas como "maneiras práticas de viver a vida". Existe uma clara percepção das pessoas da diferença entre o que a superfície da sociedade diz ser bom fazer -- nas leis e na oratória sobre os valores do bem comum -- e o que as pessoas devem fazer (meio às escondidas) para conseguir sobreviver.

A coisa pode começar na ingenuidade de um pai que logo cedo (na adolescência) ensina o filho a beber, ou o leva a prostíbulos para sua "iniciação à masculinidade". Ou pode ir ao ponto metódico da escola ensinar, logo na tenra infância, de que a orientação sexual é uma escolha, que podemos moldar a realidade com a fantasia da nossa mente, e que já devemos ir decidindo isso logo cedo. Com que critério uma criança decide isso? Experimentação? Naturalmente nessa idade ela nem tem impulso pra isso: pra que tocar nesse assunto?

E nós bem sabemos que as pessoas lidam com a questão sexual como a questão de maior malícia. Pelo sexo se cometem vários crimes e enganações (busca por dinheiro fácil). Mulheres são feitas de objeto sexual e costume-se atribuir-lhe o interesse financeiro na busca por homens. Isso se dá porque o sexo é o prazer mais egoísta, ou seja, leva a atos colaterais danosos à sociedade.

Paralelo a isso, temos uma escola onde se permite tudo na surdina, principalmente drogas. Quem nunca viu professores fazerem apologia às drogas, como elemento de libertação?

E as pessoas acham isso tudo natural. Ora o que é maioridade? É lidar com assuntos de adultos com autonomia. Em primeiro lugar deveria vir a independência financeira: dar valor ao suor do trabalho. Mas a sociedade gosta de corromper esses moleques, ainda com a bunda suja, sem que saibam o esforço do trabalho. E não sabem como o trabalho virtuoso tem sido uma via difícil nesse mundo corrupto das facilidades e dos prazeres.

Eu mesmo tenho uma opinião precisa. Eu acho que a infância deve ser prolongada ao máximo. Não é necessário apressar, pois uma boa educação é calma, paciente, tenaz e apurada. Por outro lado, a grande produção humana é intelectual, o que faz da vida produtiva poder ir até a velhice. Nesse caso, eu seria a favor da maioridade penal (e geral) acima dos 21 anos.

No entanto, a nossa sociedade insiste, seja na educação das escolas, seja no papo do chopp ou na iniciação doméstica à "masculinidade"*, a querer tornar as nossas crianças precoces. E os esquerdistas não se façam de desentendidos quando eu digo isso, seus hipócritas! (Mas essa coisa do precoce não é monopólio da esquerda.) Ora, se querem que a criança comporte-se como adulto, nada melhor que aplicar a lei dos adultos.

Isso é obviamente um crime contra a humanidade. É entregar as crianças ao matadouro: as crianças são mal-educadas e são largadas na selva do mundo. No entanto, foi a escolha que a sociedade fez. A redução da maioridade apenas significa que hoje as crianças têm uma maturação precoce. O que o adulto tem que a criança não tem é a malícia. Cada um faça uma reflexão no seu próprio procedimento: será que eu expus crianças a realidades maliciosas para "educá-las"? Esses são os hipócritas.

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* Há uma educação similar para as mulheres também. Só quis enfatizar os homens, porque as coisas entre os homens são abertas. Entre as mulheres, reina o mundo do subliminar, o que alongaria o texto. Entenda-se com as mulheres por analogia.

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