sábado, 13 de setembro de 2014

Há algo de podre no reino do Brasil : capítulo 1.


Hamlet, logo após perceber a existência de inúmeras traições e conspirações existentes no palácio em que vivia na Dinamarca, fingiu-se de louco para se defender da morte e vingar o assassinato de seu pai. Eternizada na obra prima de Shakespeare, foi nesse contexto em que surgiu a expressão “há algo de podre no reino da Dinamarca”, a qual se refere a traições e homicídios ocorridos na estória da peça,


Ao longo dos anos, no entanto, a expressão passou a ser usada para sinalizar a existência de indícios de que algo indecente está acontecendo. Segundo Shakespeare, o que se faz às escondidas, “por debaixo dos panos”, fatalmente, acaba sendo descoberto um dia. Ora, ninguém engana todo mundo o tempo todo.

No Brasil, mais uma vez, a vida imitou a arte. Há muitos anos a população brasileira vem sendo apunhalada pelas costas pelos timoneiros do Planalto Federal. Existe um movimento silencioso em prol da perpetuação de um projeto de poder arquitetado pelo PT e seus companheiros. O objetivo do presente texto, caro leitor, é justamente desmascarar alguns dos artifícios utilizados nos últimos anos em nosso país.

Pois bem. Existe uma organização internacional denominada Foro de São Paulo, a qual foi fundada em 1990, sob as mãos de Fidel Castro e de Lula, com o objetivo de propagar e difundir os ideais comunistas na América Latina. Do Foro de São Paulo participam todos os governantes esquerdistas do continente, centenas de partidos legais e várias organizações políticas esquerdistas (PT, PSB, PSOL, por exemplo).

Diante dessa vermelha reunião latino-americana, nosso governo, ao longo dos anos, intensificou a discussão acerca dos Direitos Humanos, das políticas sociais e da tão famosa “Inclusão Social”. No entanto, caro leitor, todas as boas intenções do governo brasileiro tornam-se duvidosas na medida em que, sob a mesma luz política, nossos dirigentes do planalto dividem palco com ditadores da mais inferior envergadura moral.

Não é minimamente lógico defender a democracia e, paralelamente, apoiar Cuba, Venezuela ou Argentina. Não merece devoção aplaudirmos a Comissão Nacional da Verdade, sancionada pela Presidente Dilma Rousseff, cuja incumbência é investigar os crimes ocorridos no período do Regime Militar Brasileiro, sendo que, paralelamente, os líderes do PT mantêm profícua amizade com Fidel Castro.

Lembre-se, no auge do totalitarismo Castrista, milhares de cidadãos cubanos foram enviados aos famosos “paredões” e mortos sem nenhum direito à ampla defesa e ao contraditório. À vista disso, portanto, ao em vez de financiar o porto cubano de Mariel, por que o governo brasileiro não financia, junto de nossos irmãos latinos, a Comissão da Verdade Cubana? Assim, conferiríamos à América Latina, e também ao mundo, um valioso momento de valorização dos direitos humanos. É inequívoco, diante dessa incoerência moral, que a investigação da verdade não passa de uma conveniência ideológica. O que se pretende, com tal medida, não é a busca da coerência factual, ou o amparo aos direitos humanos, o que se busca é uma vingança.

O Foro de São Paulo é, pois, um grupo criado para que seus membros possam trocar favores e benefícios, objetiva o fortalecimento de seus ideais em detrimento do fortalecimento nacional. Ao longo da última década, em prol dos outros membros do Foro de São Paulo, o Brasil praticou inúmeros contra sua própria soberania nacional: (i) em 2005, Lula extraditou, tal qual um refugiado político, o Sr. Olivério Medina, representante das FARC; (ii) em 2006, o governo petista quedou-se inerte diante da estatização de duas refinarias da Petrobrás na Bolívia; (iii) em 2008, mesmo após ter tomado um chapéu de Evo Morales, o governo PT decidiu investir quase um bilhão de reais na construção de rodovias bolivianas; (iv) Em 2011, Dilma Rousseff anunciou mudanças no Tratado de Itaipu, atendendo a um pedido de Fernando Lugoo, triplicando a taxa anual paga pelo Brasil ao Paraguai; e (v) em 2013, Dilma assinou, junto ao governo cubano, a importação de mão de obra “médica”, investindo, assim, mais milhões de reais aos cofres do país governado pelos irmãos Castro.

Entretanto, mesmo após quase um quarto de século de existência, pouco se ouviu na grande mídia a respeito dessa organização política e de seus objetivos. O silêncio, caro leitor, é proposital. É na surdina que age o Foro de São Paulo. Nesse afã, sempre às escuras, o Foro de São Paulo, através do governo PT, implementou inúmeras novidades legislativas em nosso ordenamento jurídico objetivando a criação de mecanismos facilitadores da ideia de se perpetuar no Poder.

O objetivo do presente texto é, justamente, desmascarar esse movimento. No próximo capítulo serão destacados alguns dos “avanços” legislativos implementados no Brasil pelo governo petista nos últimos 12 anos.

Wilson Victorio Rodrigues e Giovani dos Santos Ravagnani, mackenzistas.


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