As pessoas pagam pelas suas escolhas. Isso faz do mundo um lugar que dê um frio na barriga, afinal as pessoas não estão atrás de máquinas governando as coisas de forma impessoal. Pelo contrário, as pessoas têm o delas na reta. De nada adianta um guru místico ficar soltando aquelas máximas das leis universais, daquelas coisas ao estilo de carma etc.
Já informava meu professor de contabilidade e finanças¹ que "tudo custa e alguém paga". Não há ninguém que não precisou de algo. E esse algo custa. Viver dá trabalho. E também não há nenhum algo que não tenha sido feito. Ou seja, não tem almoço grátis.
Mas não é isso. O que eu falo é sobre uns aí que pensam que vão passar pelo mundo incólumes, sem serem afetados pelos ruídos do mundo. Eles podem até acreditam nisso, mas apenas se fecharam na sua loucura.
Ao fazer e ao receber, surge uma coisa da qual muitos têm fugido: a responsabilidade. Pois nada do que foi feito deixou de ter um sujeito agente por detrás. A responsabilidade é o direito autoral e a imputação criminal. É criar e ter certeza que seu efeito influenciou o mundo.
Será que o efeito na alma de uma pequena ação e um exemplo não pode ser maior que milhões de almas para a câmara de gás? Quem pode mensurar aquela riqueza que se transmite de boca a boca e que gera o incomensurável? Essa riqueza, a riqueza dos pequenos atos recheados de grandes significados? Aquela riqueza que, nos deparando com ela, topamos com o belo em nossa frente? E como o belo nos alegra!
A realidade não é cultura de massas. A realidade é um punhadinho aqui bem feito. Mesmo que nos induzam a acreditar que somos grão nessa massa de milhões de pessoas, sem personalidade. Mesmo que queiram passar a ideia que o ser humano não é nada senão instintos, animalidade, brutalidade, esperteza e egoísmo.
Mesmo que eu pareça não ter valor.
Não existe isso. Essa contabilidade universal, a régua de cálculo de Deus, não permite que alguém passe por aqui e fale "mas isso aqui que eu fiz não tinha muita importância". Tem gente que acha que passa desapercebido. Como se o efeito da nulidade não se propagasse como chaga social.
Vamos!. Todos têm jeito! Não existe essa questão de gene ou raça superior. Existe trabalho bem feito, cultura lapidada, riqueza não dispersada. Mesmo que alguém tenha nascido privilegiado, numa família ou povo com mais possibilidades, isso não impede nada a alguém cuja essência se possa dizer HUMANA.
Afinal, macacos é o que querem fazer de nós. Quem vai deixar?
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¹ - Créditos ao Mauro Zilbovicius.
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Postado no Facebook em 11/04/2014
Postado no Facebook em 11/04/2014
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